segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

AVC, Trombose e Amputação !

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Sinônimos e Nomes Populares : AVC, Derrame Cerebral.

O que é Acidente Vascular Cerebral ?

O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o deficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
O termo ataque isquêmico transitório (AIT) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).
Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias: 
 
O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos. Em torno de 80% dos acidentes vasculares cerebrais são isquêmicos.
No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais. Em torno de 20% dos acidentes vasculares cerebrais são hemorrágicos.
Como se desenvolve ou se adquire um AVC ?

Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.

O que se sente num AVC ?

Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo se isquêmico ou hemorrágico. Os sintomas podem depender da sua localização e da idade do paciente. Os principais sintomas do acidente vascular cerebral incluem :

Fraqueza:

O início súbito de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma área pequena e específica. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.

Distúrbios Visuais:

A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva:

A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.

Linguagem e fala (afasia):

É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.

Convulsões:

Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Como o médico faz o diagnóstico ?

A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente.Entretanto, o início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados. A avaliação laboratorial inclui análises sanguíneas e estudos de imagem (tomografia computadorizada de encéfalo ou ressonância magnética). Outros estudos: ultrassom de carótidas e vertebrais, ecocardiografia e angiografia podem ser feitos.

Como se trata e como se previne um AVC ?

Geralmente existem três estágios de tratamento do acidente vascular cerebral: tratamento preventivo, tratamento do acidente vascular cerebral agudo e o tratamento de reabilitação pós-acidente vascular cerebral.
O tratamento preventivo inclui a identificação e controle dos fatores de risco. A avaliação e o acompanhamento neurológicos regulares são componentes do tratamento preventivo bem como o controle da hipertensão, da diabete, a suspensão do tabagismo e o uso de determinadas drogas (anticoagulantes) que contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais.
Inicialmente deve-se diferenciar entre acidente vascular isquêmico ou hemorrágico.

O tratamento agudo do acidente vascular cerebral isquêmico consiste no uso de terapias antitrombóticas (contra a coagulação do sangue) que tentam cessar o acidente vascular cerebral quando ele está ocorrendo, por meio da rápida dissolução do coágulo que está causando a isquemia. A chance de recuperação aumenta quanto mais rápida for a ação terapêutica nestes casos. Em alguns casos selecionados, pode ser usada a endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria) de carótida. O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência médica, devendo ser tratado rapidamente em ambiente hospitalar.

A reabilitação pós-acidente vascular cerebral ajuda o indivíduo a superar as dificuldades resultantes dos danos causados pela lesão.
O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar recorrências. Além disso, deve-se controlar outras complicações, principalmente em pacientes acamados (pneumonias, tromboembolismo, infecções, úlceras de pele) onde a instituição de fisioterapia previne e tem papel importante na recuperação funcional do paciente.

As medidas iniciais para o acidente vascular hemorrágico são semelhantes, devendo-se obter leito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para o rigoroso controle da pressão. Em alguns casos, a cirurgia é mandatória com o objetivo de se tentar a retirada do coágulo e fazer o controle da pressão intracraniana.

Qual é o prognóstico de um AVC ?

Mesmo sendo uma doença do cérebro, o acidente vascular cerebral pode afetar o organismo todo. Uma sequela comum é a paralisia completa de um lado do corpo (hemiplegia) ou a fraqueza de um lado do corpo (hemiparesia). O acidente vascular cerebral pode causar problemas de pensamento, cognição, aprendizado, atenção, julgamento e memória. O acidente vascular cerebral pode produzir problemas emocionais com o paciente apresentando dificuldades de controlar suas emoções ou expressá-las de forma inapropriada. Muitos pacientes apresentam depressão.

A repetição do acidente vascular cerebral é frequente. Em torno de 25 por cento dos pacientes que se recuperam do seu primeiro acidente vascular cerebral terão outro dentro de 5 anos. 
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Trombose pode levar à
Morte ou Amputações
Nesta semana comemora-se o Dia Mundial Sem Tabaco. A data, dia 31 de maio, chama atenção para doenças associadas ao hábito de fumar. O tabagismo é um fator de risco altamente relevante para o aparecimento de vários distúrbios, entre eles as patologias vasculares. Alguns componentes do cigarro causam alterações nas paredes dos vasos e favorecem a formação de trombos (coágulos), que podem provocar a morte do paciente ou levar a amputação de membros.
Cerca de 170 mil pessoas são afetadas todos os anos por tromboses no País. As doenças do aparelho circulatório são a terceira causa de internações no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com o relatório da Organização Pan-Americana de Saúde. As causas que levam ao problema são inúmeras e há diferenças grandes entre a trombose arterial (veja mais na página seguinte) e a venosa, em especial, na forma de tratar e nas consequências que o problema pode acarretar para o organismo.
O coração bombeia o sangue que segue pelas artérias oxigenando o organismo, ao chegar nas extremidades ele retorna pelas veias até chegar ao coração. Neste percurso pode ocorrer a formação de trombos, que interrompem o fluxo sanguíneo.
Quando eles ocorrem nas pernas (como é a maioria dos casos), podem causar a morte do membro, levando a amputação, e quando o coágulo “viaja” pelo corpo até chegar aos pulmões, ele provoca uma embolia pulmonar, que é fatal.
A trombose mais comum é a venosa. A cirurgiã vascular Mônica Filgueiras enumera os fatores de risco para a doença. “Pessoas que fazem longas cirurgias – em especial as ortopédicas –, que possuem doenças que deixam o sangue mais grosso, pacientes com câncer e ainda quem possui varizes não tratadas têm maior chance de desenvolver a trombose nas veias. As pessoas com desidratações severas, fumantes e pacientes idosos acamados também correm este risco”, explica.
Além do tabagismo, o sedentarismo, o uso de anticoncepcionais e as longas viagens na mesma posição também favorecem o aparecimento de trombos venosos. A médica explica que a prevenção vai desde a utilização de medicamentos anticoagulantes após algumas cirurgias, realização de fisioterapia em pacientes acamados, uso de meias antitrombóticas até as caminhadas durante as viagens longas.
A trombose venosa é causada por um coágulo que se forma em uma veia. Ela é relativamente comum e em 90% das vezes ocorre nos membros inferiores”, explica a médica. A doença é muitas vezes silenciosa, mas algumas pessoas podem apresentar sintomas como
1)   dor na perna, 2) inchaço, 3) vermelhidão, 4) calor no local, 5) endurecimento da musculatura da perna e 5) formação de nódulos dolorosos.
Cuidados

O secretário-geral da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Celso Bregalda Neves, explica que os trombos frescos são moles e depois de alguns dias eles aderem à parede do vaso. “
Quando diagnosticamos a trombose, recomendamos que o paciente fique em repouso absoluto por alguns dias para dar tempo do trombo se fixar, ao mesmo tempo usamos medicamentos anticoagulantes para que o organismo dissolva o coágulo”, destaca.

Depois de passada a fase crítica, o médico explica que o paciente deve usar meias elásticas. As pessoas que possuem varizes têm o funcionamento das veias comprometido por conta do grosso calibre que elas adquirem. As meias apertam as veias, favorecendo a aproximação das válvulas, que são responsáveis por enviar o sangue de volta ao coração, e possibilitando um fluxo mais eficiente.
A doença também é conhecida por Síndrome da Classe Econômica, mas na verdade a trombose pode acontecer em qualquer classe, em especial nas viagens prolongadas de avião, carro ou ônibus.
“Nas viagens de avião há outros fatores que predispõe ao problema, como : 1) o espaço curto para as pernas e 2) o ar com menor quantidade de oxigênio que favorece o espessamento do sangue e a formação de coágulos”, ressalta Neves.
Fonte : Folha de Londrina

O que é a amputação ?

Amputação é um procedimento cirúrgico que envolve a remoção de uma / extremidade do membro (perna ou braço) ou uma parte de um dos membros (tal como um dedo do pé, dedo, pé, ou lado), geralmente como resultado de uma lesão, doença, infecção, ou a cirurgia (para remover tumores dos ossos e músculos). Amputação da perna (acima e abaixo do joelho) é o tipo mais comum de procedimento amputação realizada.

Por que amputações ?

A razão mais comum para uma amputação é má circulação. A falta de circulação é causada pelo estreitamento ou danos às artérias (também conhecida como doença arterial periférica). Doença Arterial Periférica (DAP), que ocorre mais freqüentemente em pessoas entre as idades de 50 a 75 anos, geralmente resulta de diabetes ou aterosclerose (a formação de placas no interior da parede da artéria). Quando os vasos sanguíneos tornam-se danificado eo fluxo sanguíneo é prejudicada para as extremidades, o tecido começa a morrer e pode ser infectado.

Doença Arterial Periférica avançada geralmente, é tratada através de outros métodos. No entanto, a amputação pode ser necessária para alguns indivíduos. Doença Vascular Periférica-DVA, com ou sem diabetes, é a indicação mais comum para amputação. Causas relacionadas com a PAD são responsáveis ​​por até 90 por cento de todas as amputações.

Outras indicações para a amputação incluem uma lesão traumática, tais como queimaduras graves ou acidente, ou de um tumor canceroso de um membro. Trauma é a principal indicação para amputações em pessoas mais jovens.

Amputação também pode ser realizada por infecções agudas ou crônicas, que não respondem a antibióticos ou desbridamento cirúrgico (remoção do tecido morto ou danificado). Em alguns casos, um procedimento de amputação pode ser executada devido ao neuroma (um espessamento do tecido nervoso, que podem desenvolver-se em várias partes do corpo), queimaduras, ou obstrução arterial.

Pode haver outras razões para o seu médico para recomendar uma amputação.

Quais são os riscos do procedimento ?

Pacientes com diabetes, doença cardíaca, ou infecção têm um risco maior de complicações da amputação do que pessoas sem essas doenças. Lesão traumática grave aumenta o risco de complicações. Além disso, as pessoas que recebem amputações acima do joelho são mais propensos a ser com a saúde debilitada e, portanto, estas cirurgias pode ser mais arriscado do que as amputações abaixo do joelho.

Como com qualquer procedimento cirúrgico, as complicações podem ocorrer. Algumas possíveis complicações que podem ocorrer a partir de um procedimento especificamente amputação incluem uma deformação da articulação, um hematoma (uma área ferida com sangue que recolhe debaixo da pele), a infecção, a abertura da ferida, ou necrose (morte dos retalhos de pele).

A trombose venosa profunda e embolia pulmonar, representam um risco após uma amputação, principalmente devido à imobilização prolongada após a cirurgia.

Pode haver outros riscos, dependendo da sua doença médica específica. Certifique-se de discutir quaisquer preocupações com o seu médico antes do procedimento.

Antes do procedimento

·         O seu médico irá explicar o procedimento de amputação para você e oferecer-lhe a oportunidade de fazer todas as perguntas que você possa ter sobre o procedimento.

·         Você será solicitado a assinar um termo de consentimento que dá permissão para fazer o procedimento. Leia cuidadosamente o formulário e fazer perguntas se algo não está claro.

·         Além de tomar uma história médica completa, o médico pode realizar um exame físico completo para garantir que você está de boa saúde antes de se submeter ao procedimento. Você pode passar por exames de sangue ou outros testes de diagnóstico.

·         Você será solicitado a jejuar durante oito horas antes do procedimento, geralmente após a meia-noite.

·         Se estiver grávida ou suspeitar que pode estar grávida, você deve notificar o seu médico.

·         Avise seu médico se você é sensível ou é alérgico a algum medicamento, látex, fita ou agentes anestésicos (locais e gerais).

·         Notificar o seu médico de todos os medicamentos (prescrição e over-the-counter) e suplementos de ervas que você está tomando.

·         Avise seu médico se você tem uma história de distúrbios hemorrágicos ou se você estiver tomando qualquer anticoagulante (sangue-desbaste) medicações, aspirina ou outros medicamentos que afetam a coagulação do sangue. Pode ser necessário para você parar estes medicamentos antes do procedimento.

·         Pode ser medido por um membro artificial antes do procedimento.

·         Você pode receber um sedativo antes do procedimento para ajudar a relaxar.

·         Com base na sua doença médica, o médico pode solicitar outros preparação específica.

Durante o procedimento

Uma amputação requer uma estadia em um hospital. Os procedimentos podem variar de acordo com o tipo de amputação, a sua doença e as práticas do seu médico.

Uma amputação pode ser realizado enquanto você está dormindo sob anestesia geral, ou enquanto você está acordado sob raquianestesia. Se a anestesia espinhal é usado, você não terá nenhum sentimento de sua cintura para baixo. O seu médico irá discutir isso com você com antecedência.

Geralmente, uma amputação segue este processo :

1.  Você será solicitado para remover qualquer jóias ou outros objetos que possam interferir com o processo.
2.  Você será solicitado para remover suas roupas e será dado um vestido para vestir.
3.  Uma linha (IV) por via intravenosa pode ser iniciado no seu braço ou mão.
4.  Você será posicionado na mesa de operação.
5.  O anestesiologista vai monitorar continuamente a sua frequência cardíaca, pressão arterial, respiração e nível de oxigênio no sangue durante o procedimento.
6.  Um cateter urinário (fino, estreito tubo) podem ser inseridos em sua bexiga para drenar a urina.
7.  A pele sobre o local da cirurgia será limpa com uma solução anti-séptica.
8.  Para determinar a quantidade de tecido a remover, o médico irá verificar o pulso em um próximo conjunta ao local. A temperatura da pele, cor e presença de dor no membro doente serão comparados com os de um membro saudável.
9.  Após a incisão inicial, pode ser decidido que mais do membro tem de ser removido. O médico irá manter tanto do comprimento coto funcional quanto possível. O médico também vai deixar tanta pele saudável possível para cobrir a área do coto.
10.        Se a amputação é devido a trauma, osso esmagado será removido e alisada para ajudar com o uso de um membro artificial. Se necessário, drenos temporários que drenam o sangue e outros fluidos podem ser inseridos.
11.        Depois de completamente remover o tecido morto, o médico pode decidir fechar as abas (amputação) ou fechada para deixar o site aberto (amputação aba aberta). Em uma amputação fechado, a ferida será suturada fechada imediatamente. Isso geralmente é feito se houver o mínimo risco de infecção. Em uma amputação aba aberta, a pele vai permanecer atraído de volta a partir do local da amputação por vários dias para que todo o tecido infectado pode ser limpo. Em um momento posterior, uma vez que o tecido toco está limpo e livre de infecção, os retalhos de pele será suturada juntos para fechar a ferida.
12.        Um curativo estéril / curativo será aplicado. O tipo de cobertura utilizada irá variar de acordo com a técnica cirúrgica realizada.
13.        O médico pode colocar uma meia sobre o local da amputação para conter tubos de drenagem e curativos, ou o membro pode ser colocado em tração ou uma tala, dependendo da sua situação particular.

Após o procedimento no hospital

Após o procedimento, você será levado para a sala de recuperação para observação. O seu processo de recuperação pode variar dependendo do tipo de procedimento e realizado o tipo de anestesia que é dada. A circulação e sensação da extremidade afetada serão monitorados. Uma vez que a sua pressão arterial, pulso e respiração são estáveis ​​e você está alerta, você será levado para o seu quarto de hospital.

Você pode receber medicamentos para a dor e antibióticos quando necessário. O curativo local da amputação será alterado e monitorado muito de perto.
A fisioterapia irá geralmente começam logo após sua cirurgia. Reabilitação será projetado para atender às necessidades de cada paciente. Isso pode incluir o alongamento, exercícios especiais suaves e assistência em entrar e sair da cama ou de uma cadeira de rodas.

Se uma amputação da perna foi realizada, você vai aprender a suportar o peso sobre o seu membro remanescente.
Há especialistas que fazem e se encaixam próteses. Eles vão visitá-lo logo após a cirurgia e irá instruí-lo como usar a prótese. Você pode começar a praticar com o seu membro artificial tão cedo quanto 10 a 14 dias após a cirurgia, dependendo do seu processo de cicatrização de feridas e conforto.

Após uma amputação, dependendo da sua situação particular, você vai permanecer no hospital por vários dias. Você receberá instruções de como alterar sua limpeza. Você será descarregada em casa quando o processo de cicatrização está indo bem e que são capazes de cuidar de si mesmo com a assistência.

Após a cirurgia, pode ocorrer problemas emocionais, como tristeza sobre o membro perdido ou uma doença física conhecida como dor fantasma (uma sensação de sentir dor ou sensação em seu membro amputado). Se este for o caso, você pode receber medicamentos ou outros tipos de abordagens não-cirúrgicos.

Em casa

Uma vez que você está em casa, é importante seguir as instruções dadas a você pelo seu médico. Você receberá instruções detalhadas de como cuidar do sítio cirúrgico, troca de curativos, banhos, nível de atividade, e fisioterapia.
Tome um analgésico para dor, como recomendado pelo seu médico.

Aspirina ou certos outros medicamentos para a dor pode aumentar a possibilidade de sangramento. Certifique-se de tomar apenas medicamentos recomendados.

Notificar o seu médico para relatar qualquer das seguintes opções :

·         Febre e / ou arrepios
·         Vermelhidão, inchaço, sangramento ou outro ou drenagem do local da incisão
·         O aumento da dor ao redor do local da amputação
·         Dormência e / ou formigamento na extremidade restante
Você pode retomar a sua dieta normal, a menos que seu médico aconselha-o de forma diferente.
Após uma amputação, o médico pode lhe fornecer instruções adicionais ou alternativos após o procedimento, dependendo da sua situação particular.

Cuidados de longa duração

Houve muitos avanços nos últimos anos nas técnicas cirúrgicas realizadas, reabilitação pós-operatória, e projeto e desenvolvimento de prótese. Cura adequada e montagem do membro artificial ajuda a reduzir o risco de complicações médicas a longo prazo. Uma amputação requer um processo de adaptação que podem ser ajudados com a terapia física.

Se a amputação foi o resultado de PAD, passos contínuos precisam ser tomadas para prevenir a doença, para que ela não afete outras partes do seu corpo.

Você pode ser aconselhado a adotar as seguintes modificações de estilo de vida para ajudar a travar a progressão da PAD :

·         Manter uma dieta saudável, que não exceda a sua necessidade diária de calorias e que seja baixa em gordura saturada e colesterol.

·         Parar de fumar se for fumante.

·         Trabalhar no sentido de alcançar ou manter um peso corporal ideal.


·         Manter um programa regular de exercícios.

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PREVENÇÃO A TROMBOSE


Aqui estão algumas dicas de prevenção para a trombose :
- Pratique exercícios, o movimento, principalmente nos membros inferiores, ajuda no fluxo sanguíneo e impede que ele se coagule.
- Procure se movimentar sempre que você precisar ficar muito tempo sentado (como em um voo) ou deitado (como em um leito hospitalar). Caso você não consiga fazer isso sozinho, peça ajuda a alguém, como um fisioterapeuta ou enfermeiro, para que suas pernas sejam postas em movimento. Isso impede que o sangue se acumule.
- Se você está acamado há muito tempo, faça exercícios fisioterápicos para evitar a estagnação do sangue.

Combata a obesidade.

- Evite o tabagismo, inclusive o fumo passivo.
- Use meias de compressão para massagear os membros inferiores e impedir que o sangue fique sem circulação.
- Para as mulheres: se você tem histórico de trombose na família, evite usar medicamentos à base de hormônios femininos, como anticoncepcionais ou hormônios de reposição. Busque alternativas e converse com seu médico.
- Evite a pressão alta e controle os seus níveis de colesterol. Eles evitam diversas doenças cardiovasculares, como a trombose e infartos.
- Trate as varizes, elas são um fator de risco para desenvolvimento de trombos.


Trombose venosa profunda: saiba como prevenir e tratar este problema.


A trombose venosa profunda (TVP) é um problema de saúde sério que, se não tratado corretamente, pode levar ao tromboembolismo pulmonar (TEP) e à morte.
É uma doença muito mais comum do que se pensa: estima-se que ocorram 900.000 novos casos dessa doença por ano nos Estados Unidos. E no Brasil a estatística é semelhante.
Os médicos normalmente preocupam-se bastante com esta doença porque, além de comum, ela leva amorte em até 4% dos casos quando não tratada. Seu diagnóstico e tratamento são simples, mas é preciso suspeitar do problema... e é aí que mora o perigo. 

Como a trombose venosa ocorre?


A trombose venosa nada mais é do que um coágulo de sangue que se forma dentro de uma veia.
O local mais comum em que a trombose ocorre são as pernas. O coágulo de sangue normalmente se forma dentro das veias da panturilhas ou atrás do joelho e as entope, impedindo a passagem do sangue de volta ao coração. Para relembrar o funcionamento da circulação nas pernas leia os artigos:  
”Problemas de circulação : como saber se eu tenho ou não ? e Por que eu tenho varizes” ?
Em 1856, um cientista alemão chamado Rudolf Virchow descreveu uma tríade de fatores que levam a formação dos coágulos e seus conceitos são utilizados até hoje para entender como ocorre a trombose. Esses três fatores que levam à formação do coágulo são : 

- Anormalidade no fluxo do sangue : quando o sangue anda mais lento do que o normal, o coágulo se forma,

- Anormalidade no próprio sangue : quando existe alguma célula ou fator da coagulação que está alterado e leva a formação do coágulo

- Anormalidade na parede da veia : quando ocorre um machucado na parede da veia, os mecanismos da coagulação são ativados para fechar o ferimento e impedir o sangramento excessivo, porém, isso também pode formar um coágulo no interior da veia, levando a trombose.

A partir desses conceitos, foram identificados os fatores de risco para a formação da trombose. Os principais são :

- 
Cirurgia recente (principalmente as cirurgias de grande porte)
- Imobilização (como em pessoas que têm fraturas e precisam de gesso)

- 
Câncer e tratamento com quimioterapia

- Hábito de fumar

- 
Obesidade

- 
Gravidez e pós parto

-
Uso de anticoncepcional oral e terapia de reposição hormonal

- 
Viagens longas (maior que 6 horas), especialmente de avião

- 
Acidentes graves

- 
Varizes nas pernas

-
Problemas com os fatores da coagulação (trombofilias)

Por que a trombose é tão perigosa e pode matar ?


A trombose Venosa Profunda nas pernas é perigosa porque o coágulo formado na veia pode se soltar e viajar na circulação do sangue até chegar ao pulmão, causando um problema grave chamado
tromboembolismo pulmonar (TEP). Quando isso ocorre, em quase 10% dos casos a pessoa morre. Muitas vezes, o primeiro sinal do TEP é a morte súbita (é chamada assim quando a pessoa morre na hora, sem ter oportunidade de receber assistência médica).

A morte acontece quando o coágulo de sangue que se soltou é grande o suficiente para parar a circulação de um dos dois pulmões, impedindo que o oxigênio chegue ao sangue e ao restante do organismo.

Como saber se eu estou com trombose ?


O principal sintoma da trombose venosa profunda é o inchaço na perna. Normalmente, este inchaço ocorre em somente uma perna, e é acompanhado de dor, sensação de peso e aparecimento de veias saltadas na perna afetada. A pessoa nota que uma perna está nitidamente maior do que a outra em circunferência.

Apesar dos sintomas estarem presentes, é imprescindível que o médico realize um ultrassom doppler venoso para identificar o coágulo dentro da veia, e ter certeza de que é trombose mesmo.

Só depois de confirmada a trombose no ultrassom é que o médico pode
iniciar o tratamento da trombose.

Como saber se o coágulo saiu da perna e foi parar no pulmão ?


Os sintomas do tromboembolismo pulmonar são falta de ar, dor no peito, tosse e escarro com sangue. Se você está com trombose e sentir qualquer um desses sintomas, você precisa procurar um pronto-socorro o mais rápido possível. Muitas vezes, a pessoa com tromboembolismo pulmonar precisa ficar internada em uma UTI, receber oxigênio e algumas vezes até medicamentos para dissolver o coágulo.

E como é feito o tratamento ?

O tratamento da trombose venosa profunda é feito com remédios que "afinam o sangue", os chamados anticoagulantes. O anticoagulante mais antigo e utilizado para iniciar o tratamento da trombose é a heparina.

A heparina é feita na veia, diluída em soro fisiológico, por isso, quando ela é escolhida para o tratamento, a pessoa obrigatoriamente tem que ficar internada no hospital.
Com o tempo, surgiu um tipo novo de heparina, chamadas heparinas de baixo peso molecular, cujo representante mais famoso é a enoxaparina (vendida no Brasil com os nomes comerciais de Clexane, Heptron, Versa e Cutenox).
Esse medicamento é uma inje ção que é feita na gordura da pele e por isso, pode ser administrada em casa ou em um posto de saúde. Assim, o paciente pode receber alta do hospital mais rapidamente.

O tratamento da trombose é realizado por no mínimo 3 meses de acordo com o último consenso sobre o tema,  mas pode ter que ser realizado por toda a vida. Por conta disso, normalmente os médicos trocam a heparina convencional ou a enoxaparina por um medicamento tomado por via oral, em forma de comprimido.

A opção mais comum, eficiente e econômica de comprimido anticoagulante é a varfarina (vendida no Brasil com os nomes comerciais de Marevan, Coumadin e Marfarin). Com este medicamento, o paciente, após um período de transição, fica livre das injeções.

Só que há alguns inconvenientes : esse remédio precisa de um controle rígido da dose com exames de sangue freqüentes e vários alimentos e medicamentos interferem em sua ação.

Quem toma varfarina tem que visitar o médico muitas vezes no período de tratamento, fazer muitos exames de sangue para saber se a dose do remédio está correta e evitar osalimentos que contenham vitamina K e uma lista imensa de medicamentos. Se não seguir a risca estas recomendações, tem risco de ter uma nova trombose, ou pior, ter um sangramento grave (como um derrame na cabeça).

Pensando nesses inconvenientes, a indústria farmacêutica criou novos medicamentos que não precisam de controle com exames e têm menos restrições de alimentos e medicamentos. Um desses remédios foi aprovado pelo Ministério da Saúde há pouco mais de 1 ano e meio para tratamento da trombose venosa e outros estão em processo de aprovação. O único novo medicamento aprovado até agora no Brasil para tratamento da trombose é arivaroxabana (nome comercial : Xarelto).

O uso de anticoagulantes, seja qual tipo for, deve ser acompanhado de perto pelo médico. Todos eles podem causar sangramentos graves e até a morte se usados de forma incorreta. Portanto: muito cuidado!

Além dos remédios é importante utilizar as meias elásticas de compressão para diminuir o inchaço e favorecer o retorno venoso, realizar caminhadas frequentes ou exercícios de movimentação dos pés e, quando em repouso, colocar as pernas para cima.

Hoje em dia não é mais recomendado ao paciente com trombose ficar deitado na cama o tempo todo! Lembre-se de que ficar sem se movimentar piora o retorno do sangue pelas veias e pode levar a aumento da trombose ou ainda trombose em outras veias.

A pessoa com trombose precisa fazer alguma cirurgia nas veias ?


Algumas vezes a cirurgia é necessária para amenizar os sintomas da trombose. Principalmente quando a trombose acomete veias maiores como as veias ilíacas e a veia cava. Nesses casos, o médico pode optar por fazer uma cirurgia para dissolver ou retirar o coágulo de dentro da veia.

A cirurgia para dissolver o coágulo (trombólise intravenosa) é feita através de uma punção na veia afetada pela qual é passado um cateter até onde está o coágulo. Por este cateter, o médico vai infundir um medicamento que dissolve o coágulo. Essa infusão é muito lenta e pode demorar mais do que um dia e, durante este período, a pessoa normalmente fica internada na UTI por causa do risco de ter sangramentos graves.

Uma outra possibilidade é retirar o coágulo da veia através de uma incisão na região da virilha, através da qual o médico chega na veia afetada e passa um cateter com balão. Esse cateter retira o coágulo de dentro da veia (essa cirurgia é chamada de trombectomia venosa).

Com o tempo, o paciente que teve uma trombose pode evoluir com um quadro de insuficiência venosa crônica, que pode levar ao aparecimento de varizes, escurecimento da pele da perna e até feridas (falei sobre isso no post ”Por que eu tenho varizes”?). Sendo assim, muitas vezes a pessoa que tem uma trombose no futuro vai precisar de uma cirurgia para retirada de varizes das pernas. Saiba mais detalhes sobre a cirurgia para varizes no artigo “Como tratar varizes nas pernas” ?.

Como prevenir a trombose?


Em primeiro lugar, devemos evitar o que dá para ser evitado! Parar de fumar, evitar o ganho de peso excessivo e realizar exercícios físicos regulares. Durante viagens longas, é importante movimentar os pés com freqüência, procurar levantar do assento a cada 1 ou 2 horas e usar meias elásticas de compressão.

Para aqueles que vão realizar uma cirurgia grande, existem vários métodos de ser evitar a trombose que são indicados pelo médico cirurgião. Os principais são o uso de meias de compressão e aparelhos de compressão pneumática das pernas durante o procedimento e o uso de heparina por via subcutânea nos dias subseqüentes à cirurgia. O mesmo vale para pessoas que ficam muito tempo deitadas ou que sofreram algum acidente grave: essas pessoas também vão precisar usar um desses métodos.


Resumindo, a trombose venosa é uma doença muito séria que precisa de acompanhamento de perto de um médico cirurgião vascular para evitar ou amenizar as conseqüências do problema, como o tromboembolismo pulmonar, varizes, escurecimento da pele da perna e até feridas. O diagnóstico é feito pelo exame físico da perna, que mostra inchaço, e pelo
ultrassom doppler venoso.

E a base do tratamento são os medicamentos anticoagulantes, a meia elástica de compressão, a movimentação da musculatura da panturrilha e o repouso com as pernas para cima. Às vezes, também são necessárias cirurgias, especialmente nos casos mais graves.

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Sobre a autora

Dra. Juliana Puggina é médica cirurgiã vascular e escreve artigos informativos no blog 'Pernas pra que te quero'. Formada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Universidade de São Paulo (USP). Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e do American College of Phlebology. Atua em São Paulo/SP

Fonte :
Pr Eduardo Silva



Um comentário:

Pr. Sergio Correia disse...

Excelente matéria!
Todos nós devemos nos prevenir e cuidar para que esses males não nos atinjam.
Uma reeducação alimentar através da orientação de um nutricionista e exercícios físicos que se encaixam ao estilo de vida, podem salvar muitos!
Cuidar do Templo do espírito Santo, que é o nosso corpo, não é pecado. É uma NECESSIDADE e OBRIGAÇÃO de todos nós.
Pr. Sergio Correia