UM SERVO A SERVIÇO DE DEUS !



sábado, 20 de dezembro de 2008

Reflexão-18 - Heresia Repensada !

Heresia é a pretensa posse do monopólio da verdade por qualquer grupo, igreja, partido político, escola, cultura.

Heresia é a crença de que é possível legislar com leis eclesiásticas a moral pessoal, obrigações legais, negócios, relações conjugais, guerras, paz e comportamento sexual.

Heresia é o esforço de combater os diferentes com censura, intimidação, patrulhamento, rotulação, discriminação ou tortura.

Heresia é a redução da complexidade da vida a um maniqueísmo simplista, tipo: certo, errado; pecador, santo; ortodoxo, apóstata.

Heresia é a tentativa de preservar a literalidade de um texto enquanto se despreza a sua riqueza espiritual, mítica, alegórica. – “a letra mata, o espírito vivifica”.

Heresia é a sutil mistura de nacionalismo e teologia; a cínica ideologização da doutrina para cumprir a agenda do poder.

Heresia é a intolerância que vê os discordantes como inimigos de Deus; uma antipatia que sutilmente contamina os diálogos e inviabiliza os encontros.

Heresia é a defesa de pressupostos que não objetivam a vida, a humanização da história ou o cuidado com os desprotegidos.

Heresia é o pavor do novo; o medo de pensar fora da caixa; a timidez para assumir as convicções; a resistência de não sair da platéia opinativa e descer até a arena da vida.

Heresia é a veneração pelo texto sagrado a ponto de transformá-lo em um ícone.

Heresia é desprezar que a Palavra é arma agudíssima com um potencial devastador; com um poder incalculável de causar o bem ou o mal – a rapinagem de Isabel, a católica, nas Américas e o preconceito calvinista no aparthaid da África do Sul bastam como exemplos de que o mau uso da Bíblia pode ser arrasador.

(Soli Deo Gloria)

Pr Ricardo Gondim

(Transcrito do site http://www.ricardogondim.com.br/, link Estudos)

_____________________________

Pr Eduardo Silva

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Curiosidade-3 - Diferenças Gritantes entre Verdadeiros Pastores e Lôbos devoradores de Ovelhas !!!

Pastores e lôbos têem algo em comum : Ambos se interessam, gostam e vivem perto das ovelhas. Assim, muitas vezes, pastores e lôbos nos deixam confusos, no sentido de distinguirmos quem é quem. No entanto, não é muito difícil à luz do Espírito Santo de Deus, separarmos um do outro. Vejam e analisem bem :

01 - Pastores buscam o bem das suas ovelhas, lôbos buscam os bens das suas ovelhas.

02 - Pastores vivem à sombra da cruz, lôbos vivem à sombra dos holofotes, buscando auto-projeção pessoal.

03 - Pastores têm fraquezas, lôbos são poderosos, infalíveis, quase perfeitos segundo eles próprios.

04 - Pastores são ensináveis, ávidos por aprenderem sempre do Senhor, lôbos sabem tudo; são donos da verdade.

05 - Pastores têem amigos, companheiros, cooperadores, lôbos têm admiradores, fãs, seguidores, lobby pessoal.

06 - Pastores vivem de salários, lôbos enriquecem rápida e ilicitamente.

07 - Pastores vivem para as suas ovelhas, lôbos se abastecem de forma abusiva das suas pobres ovelhas.

08 - Pastores apontam para Cristo, lôbos centralizam todas as atenções neles mesmos.

09 - Pastores são pessoas humanas reais, simples, lôbos são personagens religiosas caricatas, muito importantes.

10 - Pastores ajudam as suas ovelhas a se tornarem adultas, lôbos perpetuam a infantilização das suas ovelhas.

11 - Pastores são pessoas comuns, lôbos são vaidosos e especiais.

12 - Pastores se aproximam do seu rebanho com amor, respeito e extremo cuidado, lôbos se distanciam das suas ovelhas e ninguém chega perto deles.

13 - Pastores alimentam as suas ovelhas, lôbos se alimentam das suas ovelhas.

14 - Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, buscando a orientação de Deus, lôbos lidam com técnicas pragmáticas, jargões religiosos, frases de efeito.

15 - Pastores vivem uma fé encarnada, lôbos vivem uma fé espiritualizada.

16 - Pastores se comprometem com o projeto do Reino de Deus, lôbos só vêem seus projetos pessoais e nada mais.

17 - Pastores são transparentes, lôbos são enigmáticos, misteriosos, cheios de porquês.

18 - Pastores dirigem a igreja do Senhor Jesus, lôbos dirigem suas igrejas – como se fossem suas empresas.

19 - Pastores pastoreiam as ovelhas, lôbos seduzem as ovelhas.

20 - Pastores buscam a discrição, o anonimato, lôbos se auto-promovem, são loucos por mídia.

21 - Pastores se interessam pelo crescimento espiritual das suas ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento econômico das suas ovelhas.

22 - Pastores ajudam as suas ovelhas a seguirem livremente a Cristo, lôbos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles mesmos.

23 - Pastores constroem vínculos de amizade com o rebanho como um todo, lôbos escolhem grupos e fazem deles seus preferidos.

24 - Pastores descobrem chamados e separam obreiros, lôbos fazem obreiros à sua maneira, como base política de sustenção ao seu governo.

25 - Pastores consagram quem Deus separa, lôbos escolhem aliados, amigos e parentes, como se a obra de Deus fosse um negócio deles.

26 - Pastores dizem : “Aqui o Senhor de tudo e todos é Deus”, lôbos dizem : “Aqui quem manda sou eu” !

27 - Pastores costumam consultar a Deus, lôbos agem pela sua própria intenção.

28 - Pastores são dados ao amor, perdoam, lôbos desconhecem esse mandamento bíblico fundamentalmente.

29 - Pastores dizem : “Estarei aqui até que se cumpra o tempo de Deus em minha vida neste lugar, terminando, irei para onde o Senhor me mandar !”, lôbos dizem : “Daqui não saio, daqui ninguém me tira !”

30 - Pastores dizem : “Estou dirigindo o rebanho que Deus me confiou”, lobos dizem : “Esta é a minha igreja, sempre se referindo a obra de Deus como se fosse algo deles “

_____________________________

Pr Eduardo Silva

Reflexão-17 - Sobre a Esperança !

Esperança significa o quê ? De verdade, sem chavão, qual a definição de esperança ? É difícil falar sobre esta verdade da teologia.

Nietzsche espezinhou a esperança. Dizia mais ou menos o seguinte : “ter esperança é postergar o dever que exige ação para o agora”. Nesse sentido, concordo com ele. Eu também não desejo uma "virtude" que camufle a covardia. E com a minha idade, já não creio nesse tipo de esperança.
Também concordo com Norberto Bobbio sobre o andamento da História (assim, com maiúscula).

Em uma entrevista, Bobbio disse que depois de testemunhar duas guerras mundiais, achava-se incapaz de perceber no futuro próximo, algum "sinal visível de que a História se encaminhasse para uma plenitude feliz". O entrevistador insistiu : “Em que é que o senhor deposita suas esperanças, professor ?”. A resposta veio cândida : “Não tenho esperança alguma. Como leigo, vivo em um mundo onde a dimensão da esperança é desconhecida”.

Também não tenho esperança de que a indústria bélica seja desmontada para que se fabriquem tratores, arados, foices e enxadas. Os gastos com armamentos permanecerão altos. O teatro de guerra pode até deixar de requerer porta-aviões monumentais, ogivas nucleares com poder letal de acabar com o planeta várias vezes. Os estrategistas vão transferir suas atenções para as favelas estreitas e sujas do Oriente Médio. Mas os orçamentos militares vão consumir muito dinheiro.

Também não tenho esperança de que haverá melhor distribuição de riqueza entre as nações. Por mais que cresça, o bolo da prosperidade nunca será dividido solidariamente. A geopolítica colonialista, que desgraçou com a América Latina e África, permanecerá intocada.
Também não tenho esperança de que a brecha tecnológica, que separa as nações desenvolvidas das atrasadas, se estreitará. Pelo contrário, as grandes potências continuarão colecionando Prêmios Nobel, investindo em pesquisa genética e fabricando robôs de altíssima precisão. E os pobres respirando o ar fétido dos esgotos a céu aberto e bebendo água com coliformes fecais; para morrerem cedo.

Vaclav Havel defininiu esperança como “ânimo de lutar não porque vai dar certo, mas porque vale a pena”. E Chico Buarque de Holanda acertou no alvo quando traduziu do espanhol, uma das músicas da ópera “Don Quixote de La Mancha” : Sonhar Mais um sonho impossível, Lutar quando é fácil ceder, Vencer o inimigo invencível, Negar, Quando a regra é vender, Sofrer a tortura implacável, Romper a incabível prisão, Voar num limite improvável, Tocar o inacessível chão. Minha lei, é minha questão, Virar esse mundo, Cravar esse chão, Não me importa saber se é terrível demais, Quantas guerras terei que vencer, um pouco de paz, E amanhã, se esse chão que eu beijei for meu leito e perdão, Vou saber que valeu delirar, e morrer de paixão, e assim, seja lá como for, Vai ter fim a infinita aflição, E o mundo vai ver uma flor brotar do impossível chão.

Minha esperança também se parece com o pensamento do rabino Jonathan Sacks. Não aceito “o status quo como vontade Divina”. Minha esperança é uma espécie de “fé, na qual Deus convida os seres humanos a se tornarem seus parceiros no trabalho da redenção, a construírem uma sociedade baseada na justiça e por todos percebida como tal“.

Portanto, a única esperança que acolho, resiste, semeia, fermenta, bate de frente com o sistema, advoga o direito das crianças, socorre os idosos, visita os encarcerados e devolve visão aos cegos.

(Soli Deo Gloria)

Pr Ricardo Gondim
_____________________________

Pr Eduardo Silva

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Reflexão-16 - Conselhos Irônicos !

Acabemos com a falsa modéstia. Admita! Você é o máximo. Decorou grandes trechos da Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino, lê a Bíblia em hebraico, elaborou um manual que explica as aparentes contradições do texto sagrado, discute teologia com padres ortodoxos em russo e entende de arqueologia. Não há quem lhe conteste quando você discorre sobre Shakespeare.

Os auditórios se encantam com a sua crítica de Victor Hugo. Ninguém explica tão bem as peculiaridades artísticas de Michelangelo. Você retoca a obra de Pablo Picasso, Gaudí, Frida Kahlo.

Para você, Hegel foi um tonto; Spinoza, um blasfemo; Voltaire, um delirante; Marx, um endemoninhado. Sua censura a Freud é irretocável. Essa turma não passa de instrumento da maldade, sempre a conspirar pela ruína humana.

Você merece ladear o Diogo Mainardi no Manhattan Connection, compor o Conselho de Doutrina da sua igreja. Candidate-se a professor do seminário de sua denominação, seu perfil fundamentalista vai fazer sucesso. Mostre a cara, não seja tímido.

Gente ilustrada como você, informado pela revista Veja, fã do Reinaldo Azevedo, e da escola política do Olavo de Carvalho, não pode ficar no anonimato.

(Soli Deo Gloria)

Pr Ricardo Gondim

_____________________________

Pr Eduardo Silva

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Reflexão-15 - O coração de Marta no mundo de Maria !

(Por Esdras Costa Bentho)

Uma homenagem a Missionária Eva Maria

Ao lermos embevecido as magistrais páginas do Novo Testamento, encontramos personagens que inspiram-nos a viver a vida cristã em sua dimensão mais profunda. Dentre esses se destacam intrépidas mulheres, que apesar de viverem na sociedade patriarcal hebraica, demonstraram ousadia em professar a sua fé. Os nomes das que se assentam na galeria neotestamentária somam-se às dezenas, os das anônimas, às centenas. Nem mesmo a história de um povo e de uma época machista, pode apagar as pegadas históricas da mulher que teme e ama a Deus (Mt 26.13).

Marta, a Anfitriã de Betânia (Lc. 10 - 38 e 42).

Os limítrofes de nossa inquirição exalam o perfume adocicado de uma rara flor denominada ‘Marta’. Seu nome, procedente da língua aramaica (Martâ’), persiste através do idioma grego ou koinê (Martha). O declínio das duas línguas que perpetuam o nome da irmã de Lázaro não foi capaz de eclipsar o intenso brilho de seu testemunho e serviço ao Messias. De significado vigoroso, Marta ou senhora, era a irmã mais velha entre os seus irmãos (Lc 10.38). Seu nome, longe de ser um apelativo, a situava dentro do papel social da família judaica daqueles dias. Era a ‘senhora’ responsável por todo o formalismo cerimonial da recepção judaica ao se receber em casa um conviva. Esse fato tem sido incompreendido por aqueles que vêem na amorosa admoestação de Jesus em Lucas 10.41,42, uma repreensão acre ao caráter pragmático de Marta.

Receber um rabino em casa era uma tarefa hercúlea que exigia esforço e completa dedicação. Não se pode roubar o perfume de uma flor, muito menos extinguir os méritos sacrificiais de uma mulher que ama ao Senhor através de seus serviços. Marta, semelhante a sua irmã, Maria, assentava-se aos ‘pés de Jesus’ e ‘ouvia a sua palavra’, mas sua responsabilidade como anfitriã a distraia (Lc 10. 39,40). Estava bifurcada em dois sentimentos opostos : o de adorar através de seu serviço, ou similar a Maria, por meio de seu amor atencioso. Marta, a senhora, estava só e sobrecarregada de afazeres impostos pela etiqueta social, não era vilã, mas cordial e principesca (Lc 10.40).

O serviço de Marta garantia a tranqüilidade da adoração de Maria, assim como as ocupações litúrgicas de várias mulheres cristãs anônimas permitem a adoração daqueles que adentram a nave dos templos evangélicos. As filhas de Marta são como as colunas dos grandes edifícios modernos, não aparecem, mas sustentam toda a estrutura. Assim como Jesus amava a Marta, ama as mulheres cristãs que se consagram ao seu serviço : “Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro” e a você, filha de Marta (Jo 11.5).

A Confissão de Marta (Jo 11. 19–30).

O hálito gélido do vento leva o perfume das pétalas da flor, assim como Marta foi levada a Jesus pelo falecimento de seu irmão Lázaro (Jo 11.19,20). Os ventos outonais da vida, assim como o aluvião das chuvas de verão, não apenas trazem consigo a dor, mas também disseminam as sementes da esperança. O mesmo vento que arrasa e a mesma inundação que arrasta, são os mesmos que levam a vida a solos estéreis.

O caráter, idoneidade e fé da “senhora de Betânia” são provados diante da ruptura da vida e do laço com a morte. Um rio em condições normais deposita sedimentos não visíveis aos olhos desatentos, mas agitando-se a água todo o resíduo emerge de suas profundezas.

Dificilmente se reconhece a fé e firmeza de uma mulher cristã, quando esta apenas recebe bênçãos, mas vindo a adversidade todo o substrato do seu interior se manifesta, que pode ser tanto límpido quanto turvo.

A Maria coube-lhe o mérito do amor sacrifical demonstrado pelo seu gesto profético em João 12.3, mas a Marta o de na tempestade articular a segunda declaração de fé cristológica, semelhante a do apóstolo Pedro em Mateus 16.16 : “Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao Mundo”.

Um sentimento acre-doce, pesar e esperança, apropriou-se de Marta. Estático, não muito distante de sua casa, o cheiro de morte, forçava a rocha sobre o túmulo. Em movimento crescente exalava o perfume da vida em direção a Marta (Jo 11.20). Maria, sua irmã, permanecia ouvindo as lamúrias das carpideiras, enquanto Marta vai ao encontro de Jesus.

Duas coisas a “senhora de Betânia” sabia :

1) que tudo quanto Jesus pedisse ao Pai, Ele o faria, e

2) que haverá ressurreição no último dia (Jo 11.22,24).

Marta na adversidade, não se recolheu, mas creu. No sofrimento não ficou estática - essa é a posição de quem está morto -, porém superou as intempéries, e foi em direção à vida que não estava distante dela, assim como não estava de Maria (Jo 11.20,28). O sofrimento revelou que no íntimo de Marta, havia muito mais do que aquilo pelo qual ainda hoje ela é medida – serviço. Este, ao contrário, não era impulsivo, mas movido por plena fé e urgência sacrifical.

O Verdadeiro Culto Cristão (Jo12. 1-11).

Os elementos necessários a um verdadeiro culto evangélico podem ser percebidos na passagem joanina em epígrafe. O local é a aldeia de Betânia, conhecida como “casa de tâmara”, que representa em João, a comunidade dos restituídos. A primeira restituição e a de Simão, o anfitrião da ceia. Este, anônimo no Evangelho de João, é conhecido pela comunidade dos discípulos por “Simão o leproso”. Uma leitura despretensiosa de Levítico 13 demonstra como o leproso está desqualificado a viver em comunidade: afastado de sua família e da comunhão religiosa. Entretanto, este homem é restituído não somente à saúde física, mas também à comunidade, através de seu encontro com Jesus. Ele nos ensina o primeiro elemento necessário ao culto cristão : a gratidão. Verdadeiros adoradores agradecem ao Senhor em todo o tempo (Sl 103).

O segundo personagem é Lázaro, o ressuscitado. Este foi reintegrado à vida. O cheiro de morte é dissipado pela fragrância da vida. Está reclinado à mesa com Jesus, ensinado-nos que numa verdadeira adoração, os adoradores têm expectativa. Lázaro está atento às palavras de Jesus. Na oração dominical somos ensinados a orarmos com expectativa: “Venha a nós o teu reino” (Mt 6.10).

Marta, a “senhora de Betânia”, serve. A verdadeira adoração não se limita ao amor de Maria, a gratidão de Simão, ou a expectativa de Lázaro, mas transcende através do serviço : “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10). É por esta razão que Paulo afirma que aquele que recebeu o dom de serviço deve servir (Rm 12.7).

Marta serviu ao Senhor, assim como você o serve, quando prepara na cozinha o alimento para aqueles que adoram, ou quando cuida da higiene do templo para receber a igreja de Cristo.
É uma honra para a mulher cristã ser Marta.

Esdras Costa Bentho é autor dos seguintes livros publicados pela CPAD :

Hermenêutica Fácil e Descomplicada

A Família no Antigo Testamento

______________________________

(Transcrito do site : http://www.cpad.com.br/, link Artigos)

______________________________

Pr Eduardo Silva