sábado, 4 de outubro de 2008

Reflexão-04 - Um Perigo Chamado “Desânimo” !

A Bíblia menciona reiteradas vezes, a importância de estarmos sempre motivados, animados, principalmente nos momentos que antecedem a vitória de Deus em nossa vida. O fator psicológico conta muito, e não por acaso as grandes empresas investem altas somas em capacitação e auto-motivação pessoal, por entenderem que um profissional desmotivado, passa à outros o seu estado de desânimo, imagem que pode ser associada a empresa como um todo, e consequentemente ao produto ou serviço que ela representa. Os empreendedores partem do princípio de que um profissional com esse perfil contamina os demais, comprometendo o trabalho da equipe como um todo Jz 07.03

Sabe-se que nalgumas situações específicas, não somos derrotados quando perdemos uma batalha, e sim, quando admitimos essa derrota nos dando por vencidos, jogando a toalha como se diz comumente, deixando de crer que a vitória é possível. Jesus, conhecedor como ninguém desse conceito, sempre que ia operar um milagre, apressava-se em dizer : Anima-te ! Mt 09.02 – 14.27, Levanta-te ! Mc 02.11 – 05.41, Tem bom ânimo ! Jô 16.33. É como se ele deixasse escapar que ser vitorioso e conquistar seus ideais, passa decisivamente pelo estado psicológico do necessitado, isto é, a conquista começa no exato momento em que tomamos posse dela pela fé. Hb 11.01 e 06.

Simão e seus companheiros de trabalho, passaram a noite inteira pescando sem nada apanhar e “desanimaram”, o que é compreensível. Desiludidos, foram lavar as redes Lc 05.02. Jesus percebendo que estavam decepcionados, pois haviam errado no que mais sabiam fazer, aproximou-se deles. A simples presença de Jesus ali, já fez uma significativa diferença. O mestre os surpreendeu mandando-os fazer a mesma coisa, no mesmo lugar, com as mesmas ferramentas, utilizando os mesmos métodos, mudando todo aquele quadro sem necessariamente mudar nada do que ali encontrou, dizendo a Simão : “Faze-te ao mar alto !” Lc 05.04. É muito provável que Simão não entendeu nada do que ouviu. Eu imagino o sanguíneo Simão se perguntando : “Será que Jesus entendeu, mesmo ? Ora, a gente passou a noite toda pescando e nada conseguimos, e agora ele está dizendo que é para voltarmos para o mar, para o mesmo lugar ? Ali não tem peixe, não !”. Era Simão vivendo um mixto de insegurança e acentuado estado de desânimo entre o ouvir, crer e obedecer a determinação de Jesus (se é que esse questionamento se deu de fato. É possível que sim). Se houve, foi em fração de milésimos de segundos. Logo, ele se recompôs, refletiu e disse cheio de fé, esperançoso, animado : “Eu vou, sim, se Jesus está mandando, ele sabe o que está dizendo. Por acreditar em sua palavra, eu vou !”

Não temos que entender a Deus. Precisamos somente obedece-lo, fazer o que Ele manda Jó 37.05 – Jô 13.07 – 1 Co 02.14, Simão, inteligente que era, entendeu que agora havia um denominador diferente – Jesus estava mandando. Quando o mestre manda todo desânimo sai, dando lugar a fé que opera milagres. Penso que Simão chegou à seguinte conclusão : Bom, se Jesus está nos mandando voltar ao mar, certamente Ele já ordenou aos peixes que fossem todos para lá...

E lá se vai Simão e os seus de volta ao batente, quem sabe, pensando lá com os seus botões : ... “ é, eu só estou voltando porque foi Jesus quem disse ”... Eles voltaram ao mar sob a palavra do Senhor e o milagre aconteceu de maneira espantosa Lc 05.06-11. Logo em seguida, Jesus procedeu a escolha dos doze, e, como se quisesse deixar claro que estava arregimentando uma equipe de valentes, guerreiros, corajosos, disse-lhes outra vez : “Não temas !”. Lc 05.10

Pedro discípulo, o mais influente de todos, o que sempre falava em nome do grupo, que se antecipava em todas as situações, Mt 14.28 – Mt 26.33, 51-52, e esteve com o mestre até os últimos momentos Mt 26.69, foi escolhido discípulo, com a ressalva de que não fosse um soldado, um auxiliar, um colaborador desanimado, perfil que não combinaria com o líder que ele foi. Desânimo em comandados não fica bem; em líderes principalmente ...

Por vezes somos tentatos a desanimar ante os imprevistos da vida. Um fracasso aqui, uma desilusão ali, uma decepção inesperada e por ai vai... Situações favoráveis a que abdiquemos da fé, em detrimento da descrença e fiquemos nos questionando : “Em que erramos ?, por que nada deu certo dessa vez ?, como a minha experiência não foi capaz de me render dividendos positivos ?.

Percebe-se uma grande diferença entre a primeira e a segunda pescaria. Na primeira, ali estavam embasados em seus conhecimentos, técnicas e experiências humanas, na segunda, sim, foram (voltaram) ao mar sob a determinação, orientação e cuidados de Jesus em seus mínimos detalhes. Claro que os conhecimentos deles ajudaram de certa forma, mas de nada valeriam, não fosse a palavra do mestre, dita com poder e autoridade. Isto leva-nos a entender que precisamos sempre, não apenas quando as coisas não caminham bem, chamar o Senhor para que venha ao nosso barco, afinal, não custa nada consulta-lo, ouvi-lo, obedece-lo em tudo. Convidar o Senhor a que esteja em nosso barco é algo definitivamente sábio Jo 15.15.

Não permita em momento algum, que o medo e o desânimo anulem a sua fé, nem que os choques e turbulências do dia-a-dia, comprometam a sua confiança no Senhor, que está acima de toda e qualquer vicissitude. Lembre-se sempre que Nele você tudo pode Fp 04.13

Deus está dizendo a você, hoje : “Não desanimes, não temas em nenhuma circunstância por mais adversa que pareça”.Convide o Senhor ao invés de se entregar ao fracasso. Deixe-o dirigir por inteiro os seus caminhos Sl 37.04-05, e tudo dará certo, com ele comandando os destinos do barco da sua vida Sl 27.14 – Is 41.10

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Pr Eduardo Silva

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